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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

o calor

Vem chegando o verão e essa magia colorida. E quando chega o verão no sul do Sul, meus amigos, me vem a cabeça o calor. Uma coisa é o cara encarar 40°C no Rio de Janeiro. Outra é encarar 28°C na umidade de Pelotas. Ademais, carioca está acostumando de nascença com o sol na nuca. O gaúcho tem no máximo 4 meses de sol intenso, depois vivemos numa friaca danada. Aliás, o Minuano sopra pelo inverno, pois no verão ele deve descansar numa rede a sombra de uma figueira no pampa.
Dito isso, passo para o capítulo mulher. Ah, as mulheres no epicentro desse blog. Lutaram durante décadas bravamente pela igualdade de gênero, equidade de direitos. O verão chega para elas também, felizmente. Pernas de fora, vestidos, saias, sandálias. E com o calor e um arsenal de roupas leves elas desfilam pelas ruas, praias, avenidas e repartições públicas. Repartições públicas?! Sim, mulheres trabalham esvoaçantes com pernas, dorsos, braços e pés de fora.
Nós, homens, cedemos espaço a elas. Somos frágeis e débeis. Perdemos espaço no mercado de trabalho, e sequer conquistamos o direito de usar roupas mais leves. Puta merda!, será que ninguém percebe que temos que utilizar uma calça comprida, sapato fechado e meias!? E temos pêlos! Nas pernas, pés. Chego a suar só de pensar que em Janeiro, no verão, minhas pernas transpirarão. Senhoras ficariam ofendidas se vissem meus pelos das canelas. Moças ficariam ruborizadas se descobrissem que tenho pelos em cima e nos dedos do pé. Donzelas ficariam tímidas diante de uma singela camiseta sem mangas onde aparecem os pelos do suvaco.
Porém, minhas colegas já começaram a desfilar com roupas leves, de tecidos com peso negativo de 100 gramas. Usam vestidos que deixam transparecer suas axilas devidamente depiladas. Vestem saias que deixam circular uma corrente de ar nas partes baixas. Pisam em chinelos que estrategicamente são chamados de rasteirinhas. Rasteirinha é um chinelo com uma ou mais lantejoulas para disfarçar. E a sociedade aceita de bom tom. Ninguém fica envergonhado, ruborizado.
E é nesse momento, onde o calor chega para ficar e elas começam a utilizar cada vez menos roupas que elas reclamam do ar condicionado:
- Vocês não tão com frio, hein?
Óbvio que não! Estamos vestidos até o pescoço, uns com gravata outros sem poder arremangar a camisa de botão. Minha cabeça e meus pés fervem nessa hora. Tenho vontade de tirar o sapato e atirar na cabeça da friorenta que não percebe que não tenho o que fazer, pois a sociedade esqueceu que a equidade de gênero ficou capenga.
Estou certo, com muito tecido adiposo ou entrando na andropausa?

segunda-feira, 21 de março de 2011

nãos

Conto as boas, tenho que contar as ruins também: numa festa, pagodeira rolando, casais formados, outros se formando, restou eu e outra moça, uma moça bem mais ou menos. Parei de bater palminha e balançar os tornozelos e fui até ela:
- Tá todo mundo dançando, só nós parados. Vamos dançar?
- Eu gosto de ficar parada!
Fico abalado nessas situações. Por mais que eu saía, tenho dificuldade de ouvir um não. Principalmente um fora desses. Passei o resto da noite cabisbaixo, medroso, receoso e buscar um novo desafio. Se aquela feia bem mais ou menos me dispensou, o que diriam as mais ajeitadas.
Enfrento as mesmas dificuldade na área profissional. Sou um vendedor, ao menos deveria exercer a arte de vender. No entanto, um não termina com minha auto confiança. Sou um bosta mesmo! Ouvimos não sempre, até quando andamos nas ruas.
Uma vez perguntei para um especialista em trânsito da Secretaria de Trânsito de Pelotas, o porquê as placas de regulamentação utilizadas no município, em sua maioria, são as que dizem para onde você pode ir, e não as que proíbem dizendo onde você não pode ir.




A placa do meio pode ser entendida como obrigatório virar à esquerda ou à direita. Mas, aparece como uma proibição.

A explicação dele, baseada em algum referencial teórico, é que a tendência é de mostrar o que você deve fazer, e não o que você não pode fazer. Teóricos defendem menos proibições. Questão sociológica, talvez.
A moça que não quis dançar comigo dizendo que gosta de ficar parada agiu assim. Implicitamente disse-me um sonoro não. Implicitamente disse-me que eu não era seu tipo. Disse-me que não queria dançar, ao afirmar que adorava ficar parada numa festa. Agiu tal qual os teóricos, evitando nãos por aí.
Adiantou nada, me abalei da mesma forma. Entendem porra nenhuma esses teóricos.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

o bonzinho só se fode

Desisti. Definitivamente desisti de entender as mulheres. Mulheres são confusas, não sabem o que querem. E sei do que estou falando, pois já namorei muitos anos da minha curta vida. E já morei com amigas. Participei de jantas onde só tinham mulheres e nessa época ouvi coisas que nem sob tortura posso comentar aqui. Ouvi mulheres indecisas, mulheres inseguras, mulheres ousadas, do tipo atrevida, mulheres experientes, divorciadas, com filhos, e até mesmo virgens. Bom, virgens eu duvido.
E quando imaginei que estava entendendo esse universo nebuloso que é o universo feminino, percebi que nada sei. Mulheres são seres impossíveis de entender. Diferente do futebol, que embora imprevisível, é explicável. Ainda mais no Brasil, dito país do futebol, onde o esporte é uma fuga de uma realidade por vezes cruel.
Sobre o futebol sei muitas coisas. Sei o que é impedimento, entendo esquemas táticos, vejo nos jovens da base bons profissionais no futuro, lembro das escalações dos anos 80, época em que colecionava figurinhas. Então lembro da Batalha dos Aflitos, onde o Grêmio, com quatro jogadores a menos, com um pênalti contra e aos 38 minutos do segundo tempo, empatando em zero a zero, venceu o Naútico. A história já virou filme e todos já sabem. A bem da verdade essa foi a única vez em que entendi menos de futebol do que de mulheres. A única. Nas demais, o futebol é mais óbvio, quando comparado com esses seres insubstituíveis e cheias de curvas.
Uma amiga recebeu uma mensagem do ficante esses dias. Dizia:
- Passei o dia dormindo. Agora vou tomar banho.
Era uma mensagem pra lá de singela. Talvez no twitter fizesse sucesso. Apenas demonstrava o interesse do rapaz na menina, misturado com uma vontade de estar junto, próximo, uma vontade de dividir momentos. Porém, ela pouco estava interessada. O julgou pegajoso. Para desespero das outras, que queriam um namorado atencioso assim. Vai entender...
Tinha uma época, que pensei comigo mesmo: “Vou estudar, ser alguém na vida. Aprender a dançar. Não vou roubar. Nenhuma mulher vai me querer burro, sem estudo, sem objetivos, cintura dura, ladrão”. Foi na mesma época que minha mãe me convenceu que teria de tomar banho todos os dias a partir de então, pois se enforcasse a ducha diária, nenhuma guria iria me querer.
Então estudei, li bastante, na tentativa de ser mais culto. Tento não descumprir as leis, não saio sem pagar dos estabelecimentos, procuro ser um cara legal. Antes de dormir tomo banho, uso desodorante. Afinal, que mulher iria me querer se fosse assim?
E hoje eu respondo, lamentando: quase todas. As mulheres, quando apaixonadas, fazem escolhas erradas. Algumas, mesmo sem paixão, envolvem-se com camaradas que roubam, que não tem cultura, que não lhe dão carinho. Começou a cair a ficha quando ouvi uma música que dizia “que mulher gosta de dinheiro, quem gosta de peru é bicha”.
Espero que nenhuma mulher se sinta ofendida, mas olho as mulheres dos jogadores e dos artistas; elas buscam fama, e não o amor. Observo as mulheres de alguns empresários, e elas não querem uma paixão avassaladora, querem jóias, glamour. E as mulheres dos políticos então, querem poder e status. Talvez haja exceções, sempre há.
Ingênuo eu. Fui enganado. Acreditei que as mulheres iriam querer caras legais, honestos, inteligentes e limpinhos. Não era para ter tomando banho todos os dias.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

saudosismo

As mulheres mudaram. Não foi uma mudança qualquer, daquelas que pouco se nota. Mulheres mudaram assustadoramente! Mulheres da geração Y, que nasceram pós os anos oitenta, são mulheres que transformaram o mundo. Lembro do tempo em que as mulheres ficavam em casa. Eram as donas de casa. Faziam comida, limpavam a casa e cuidavam dos filhos. Não estou defendendo isso, apenas reconheço que essa foi uma realidade da maioria das mulheres num passado recente. E o desemprego era menor com essa mulherada toda dentro de casa. Não entendam isso como uma sugestão machista para acabar com o desemprego, apenas um cálculo matemático. Particularmente, acho fundamental para esse País esse avanço por parte do sexo feminino. As mulheres nos dão conhecimento, são competentes e dão um toque sensível ao mundo dos negócios. Não consigo imaginar trabalhar em algum lugar sem uma mulher presente. São mais organizadas, tem iniciativa, são multi-tarefas. E são gostosas! Coisa boa trabalhar com mulher gostosa! Além dessa mudança nada gradual, as mulheres mudaram nos relacionamentos. Não se apegam com a mesma facilidade. Escaldadas, estão mais descrentes nos homens. Mulheres traem tanto quanto homens. Com a mesma frieza e esperteza. Na verdade, com a mesma frieza e com muito mais esperteza. Ficamos para trás léguas distantes. Aceito todas essas mudanças, até por que não teria outra alternativa. Confesso que a única coisa que não entendo, é porque mudaram ao ponto de deixar para trás as coisas boas que as mulheres do passado faziam. Repare que os homens de hoje em dia se adaptaram a nova realidade. Levantamos do sofá e fomos para a cozinha lavar a louça, fazer comida. Mas, ainda continuamos trocando a resistência do chuveiro, pendurando quadros nas paredes. Não houve a necessidade de abandonar aquilo que nossos pais e avôs faziam. As mulheres mudaram totalmente. Abandonaram a cozinha como se cozinhar fosse um crime. Mulheres não sabem mais cozinhar. Eu tenho certeza que cozinho melhor do que meu avô. Alguma mulher sabe cozinhar melhor do que sua avó? Duvido.


Não percam os vídeos!!




parte final

sábado, 17 de julho de 2010

mulheres em extinção

As mulheres que ainda acreditam no amor levantem a mão! Viu? Você aí da frente do monitor não levantou a mão, logo você não acredita no amor. Aliás, quase nenhuma mulher acredita no amor, hoje em dia. É a mais pura verdade, mulheres não acreditam mais no amor, salvo raríssimas exceções. Você que levantou o dedo, mesmo que discretamente, parabéns, és uma exceção. Precisamos espalhar suas teorias e seus genes por aí. E se for solteira me procure.
Culpo um pouco os homens. Homens como o Roger decepcionam as mulheres. Cansadas de sofrer, desiludidas, desesperançosas, traídas e abandonadas, as mulheres se tornaram menos dependentes do homens, e por conseqüência do amor. Mães, há tempos, criam seus filhos sozinhas, sem precisar dos pais. As mulheres de outras gerações, que acreditaram no amor, estão se divorciando. As mulheres não precisam mais dos homens. Bem, ainda precisam para algumas coisas. E não me refiro a trocar pneu do carro, por que se isso elas não sabem fazer, o seguro manda alguém fazer.
Algumas focaram o lesbianismo em busca do amor, mas ainda encontram barreiras na sociedade puritana e amam escondidas. Outras decidiram priorizar a carreira profissional. Metas num determinado objetivo e foda-se! o resto. O resto nesse caso é o amor. Uma carreira profissional tem mais chances de dar certo, concordo. É mais estável, gratificante e recompensador. O reconhecimento de uma boa profissional geralmente é maior do que uma grande esposa.
A realidade é dura e fria. O amor está com os dias contados. São poucas que ainda colocam o amor acima de tudo. Antes não era assim. O amor cede espaço ao sexo casual, homens agora são objetos, pais solteiros e seres completamente perdidos na sociedade que um dia já dominaram. Na realidade, talvez devido a globalização, as mulheres estão cada vez mais parecidas com os homens: frias, infiéis, insensíveis e absurdamente independentes. Sabe aquele história de abandonar tudo e ir para uma ilha deserta? Esqueça! Mulheres estão tão independentes que o único amor em que acreditam é o amor próprio.

***
Gosto de piadas. Mas, costumo rir apenas das que nunca ouvi. Piada repetida perde a graça. E piada inédita é cada vez mais raro. Esses dias, uma amiga enviou um e-mail, com uma piada que eu não conhecia, justamente sobre o amor. Tudo bem, a piada era sobre a língua portuguesa, mas veio a calhar com o texto que escrevi acima.

“O marido, ao chegar em casa, no final da noite, diz à mulher que já estava deitada:
- Querida, eu quero amá-la!
A mulher que estava dormindo, com a voz embolada, responde:
- A mala... Ah! Não sei onde está, não! Use a mochila que está no maleiro do quarto de visitas.
- Não é isso querida. Hoje, vou amar-te.
- Por mim, você pode ir até a Júpiter, até Saturno e até à puta que te pariu, desde que me deixe dormir em paz...”

sábado, 26 de junho de 2010

mulheres que não gostam da Copa

- Amor, vamos ao supermercado? - diz ela saltitante.
- Agora?! Agora tem jogo, né! - responde ele que havia sentado no sofá para assistir o jogo da Eslovênia contra a Argélia.
- Que jogo?
- Ah, jogo da Copa...
- Que Copa?
- Como que Copa! Copa do Mundo! Futebol! Bola. Bola redonda, sabe?
- Hum. Ouvi falar.
- Ah, fala sério! Até entendo que tu não gostes de futebol, mas de Copa do Mundo as mulheres gostam.
- Eu não gosto. - disse dando de ombros.
- Como assim? Alienígena?
- Não sou obrigada a gostar de Copa. E tenho coisas mais importantes para me preocupar.
- Com o quê? Supermercado? Seu cabelo? Ah, sei, suas unhas.
- Não! Com economia, política, trabalho.
- Engraçado você se preocupar com isso somente agora, durante a Copa.
- Sempre me preocupo com coisas menos banais. Você que não me dá atenção.
- Faz o seguinte então: pega suas camisetas, suas calcinhas e suas meias do meu armário e vamos terminar esse namoro.
- Não acredito! Queres ter-mi-nar um namoro por causa de uma Copa!?
- Copa do Mundo de Futebol! - exclamou aumentando o volume da televisão.
- Grande merda! Achei que tu gostasses de mim. Mas, não! Na primeira oportunidade acaba o namoro. Por causa de futebol, da Copa.
- Como posso namorar uma alienígena? Alguém que não sabe o que está se passando no Mundo.
- Mas, futebol? - disse ela, que estava sentada no outro sofá de lado para a televisão, com as pernas juntas e uma mão sobre o colo e outra segurando as lágrimas.
- Copa do Mundo não é só futebol. É turismo, é geografia, é economia. Além disso é um evento social, que junta no mesmo estádio todas as raças, nacionalidades. Sem falar que o bilionário dono de um time de futebol na Inglaterra assiste aos jogos no seu iate, enquanto que o mendigo pede esmola em frente a uma padaria que tenha uma televisão para assistir ao mesmo jogo.
Agora ele sentiu-se orgulhoso. Tirou os olhos da televisão e observou que ela baixara a cabeça, engolira o choro e estava por admitir que ele tinha razão. Nunca havia olhado um jogo de futebol com aqueles olhos, mas a frase fora de efeito, e ele estava prestes a ganhar o debate.
- Ok, tu tens razão. Desculpa. Eu vou acompanhar a Copa. Copa de futebol, né?
- Copa do Mundo de futebol...
- Isso.Vou ser mais parceira. Vou te acompanhar mais, tá?
- Então vem pra cá! - disse ele abrindo os braços, como quem perdoa. - Assistimos essa partida e depois vamos no super, ok?
- Tá! - disse ela limpando a maquiagem.
- Não fica assim.
- Quem tá jogando?
- Eslovênia e Argélia.
- Quanto tá?
- Zero a zero. Esse jogo vai ser duro de se ver. Mais depois melhora.
- E a Itália, quando joga?
- Itália?! - surpreendeu-se o Brasileiro. Inclusive, ela descendia de alemães.
- É, a Itália.
- A Itália já foi eliminada na primeira fase.
- O quê! - esbravejou indignada.
- Foi...
- Então não quero ver a Copa de Futebol.
- Me diga o porquê?!
- O que interessa a Copa para uma mulher que não gosta de futebol sem os italianos?
- ...
- Onde estão minhas calcinhas, minhas camisetas e minhas meias mesmo?

terça-feira, 1 de junho de 2010

diálogo pelo amanhecer

- Ahhhh! Oh my good!! (Foi o primeiro gozo que me veio a cabeça. Acho que devo ver menos filmes pornográficos).
(um minuto e meio depois)
- Sei que não se deve falar nessas horas, mas foi maravilhoso. (Maravilhoso é um adjetivo masculino, usado constantemente por mulheres).
- ...
- Não sei explicar, isso nunca aconteceu comigo...
- Você gozou, ué.
- Eu sei, mas foi diferente. Foi intenso. Foi... Foi ma-ra-vi-lhoso! (Esse mereceu uma exclamação).
- ...
- Esses dias estava pensando sobre o porquê nos damos tão bem. (Qual motivo para pensar sobre algo tão bom, que está dando certo?). A nossa química. Pele, sabe? (perguntas desnecessárias sem espaço para respostas. Diga-se de passagem, desnecessárias também.)
- ...
- Não é igual aos outros. É diferente. Posso deitar aqui? - pergunta enquanto encosta a cabeça no peito dele. (Nesse momento cabe lembrar que estamos no verão. E que a única parte do corpo que ainda não estava encostada no corpo dele, era justamente a cabeça.)
- ...
- To te machucando?
- Só cuidado com seu joelho nos meus ovos... Isso, agora sim.
- Deu?
- O cabelo... Tá dentro da minha boca, sobre meus olhos.
- Desculpa, sou meio desajeitada. Posso me tapar?
- Ãh? (Mulheres, em sua grande maioria, não tem pelos no corpo. Homens, em sua maioria os têm, e eles, por si só já são um edredon natural.)
- É que sinto frio a noite.
- Nossa...
- Você não sente frio? Hoje tá meio fresquinho. (32° era a previsão) Quer que ligue o ventilador?
- Mas tu não tá com frio?
- Mas aí você me abraça, me aquece... (Ventilador abraçado ou sem ventilador abraçado?)- Liga então.
- Ai, ai. Como é bom...
- ...
- Ontem falei que fiz isso. Hoje fiz de novo isso e mais aquele outro. E amanhã, vou ter que ir lá, naquele lugar, fazer outra coisa, que não importa agora. Apenas estou soltando palavras pelo ar, soltas e sem sentidos, porque eu tenho essa necessidade. (Acho que foi isso que ela disse...)
- ...
- Você tá cansadinho, né? (O diminutivo não é mera coincidência.)
- Uhum.
- Quer dormir?
- Não. Tava pensando em levantar, ir na academia, malhar, fazer uns agachamentos. Estou novo em folha. Não sinto dores nas pernas, muito menos nos braços. Meu cérebro está pensando em vários assuntos ao mesmo tempo. Depois iria lavar o auto. Por dentro e por fora. Aspirar, encerrar. Também iria aproveitar para arrumar aquela porta da sala. Talvez a lixasse, depois a pintasse. Estou muito disposto.
- Você tá brabo?
- Não... Você me fez dançar a noite inteira. Das 22 horas até as 5 horas da matina. Me fez pagar bebidas a noite inteira. Depois fomos até o seu prédio. Ficamos nos bolinando por mais de meia hora, de lado, sentados dentro do carro. Só então você resolveu vir aqui pra casa. E depois de transarmos, você quer agir como se acabássemos de nos ver hoje?
- Você é um estúpido. Insensato.
- Desculpe, exagerei.
- Exagerou mesmo. Por que só quero um pouco de carinho, de atenção.
- As 7 da manhã?
- Não. Não precisa mais. Vai dormir que vou dar pro porteiro.
- Se você quiser dar pra ele tudo bem. Mas, saiba que depois que ele gozar ele não vai querer ficar conversando...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

ao natural

Se tem uma coisa que o Roger adora fazer, é acordar ao lado de uma mulher. Pela manhã, pode-se perceber uma mulher como ela realmente é. O hálito de cama, o rosto amassado, o despenteio de uma noite mal dormida. Poucas coisas são melhores do que isso. Nesse instante, ao acordar, as mulheres deixam de lado a vaidade que as consome, deixando transparecer as imperfeições que tanto encantam aos homens.
As mulheres nos enganam durante os dias e durante as noites. Com roupas capazes de iludir ilusionistas, com maquiagens que transformam defuntos em seres simpáticos e corados. Algumas usam maquiagem no peito! Pós nos braços! Usam truques desnecessários, visto que a visão masculina não é capaz de observar a olho nu tais imperfeições.
Antes de uma festa, ou evento, mulheres demoram muito. Experimentam roupas, combinações, olham-se diversas vezes no espelho, perdem tempo de todas as formas, entram e saem dos banheiros e quando nós achamos que elas estão prontas, elas voltam a frente do espelho com outro “produto” para retocar alguma parte do rosto, cuja importância para um homem é nula. Depois, quando você levanta da cadeira e prepara-se para sair, elas voltam a entrar no banheiro, para trocar a roupa, sendo que a peça que estavam utilizando a deixava linda. Algumas exageram a ponto de bonitas ficarem feias, tal quais uns travestis.
A questão central é que homem não liga para isso. Pouco se importa. Numericamente falando, 90% do que uma mulher faz é desnecessário. Mulher é 70% cabelo e 20% simpatia. Os outros 10% pode ser outra coisa qualquer, menos maquiagem. Talvez depilação, provavelmente cheiro.
Homem de verdade não fica observado unha ou sobrancelha de mulher. Não liga para maquiagem, tonalidade de batom. Tece alguns comentários, as vezes, quase que mecânicos, do tipo “bonitos brincos” ou “bonita roupa”, ou comentários um tanto quanto deselegantes, porém verdadeiros, do tipo “como tu tá gostosa!”.
O Roger até que gostava ser enganado, mas ainda sim, preferia descobrir, pela manhã, no dia seguinte, a mulher imperfeita que lhe dera prazer durante a noite anterior, com a luz apagada e sem nenhum adorno ou alegoria no corpo. Isso é importante numa mulher, isso é observado pelo homem. Até porque o prazer não usa maquiagem.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

um breve olhar sobre a praia

O que leva uma mulher a ficar horas jogada no chão sob um sol escaldante por horas? De olhos fechados. Sem fones nos ouvidos. Sem ver nada. Sem ler nada. Simplesmente lagarteando. E mulheres são seres estranhos. Imaginamos que elas passassem um dia inteiro no sol. Tal qual os girassóis, elas iriam giram 360°. Mulheres giram para acompanhar o sol. Homens começariam e terminariam o dia sentados, sob um guarda sol, olhando o oceano. Ou as lindas mulheres que caminham na beira da água.
Nós leríamos a Zero Hora pela manhã. Escutaríamos uma boa música próximo ao meio dia num MP3, 4, 5 ou, sabe-se lá, um MP9. Alguns praticariam esportes. Outros tomariam cervejas ou caipirinhas. Os mais talentosos formariam uma roda de pagode. Os mais precavidos, fariam um churrasco. Agora, nenhum de nós, deitaríamos de costas pro mar, com os olhos fechados e com os ante braços virados pro astro rei. É ridículo um homem com ante braço bronzeado.
Não entro no mérito da sunga ou do bermudão. Analiso que homens não podem ter o ante braço na mesma cor dos ombros. Vista sunga branca ou bermudão colorido.
Dando de braços para a coesão e coerência, volto a falar sobre as mulheres cor de cuia estiradas sobre esteiras nas areias. Falo disso de forma incisiva por que estamos no verão, estou na praia e me preocupo com a discrepância entre o que um homem acha bonito numa mulher e o que uma mulher acha que nós homens achamos bonitos nelas. Uma marquinha de biquíni é legal. Mas, cuidado! Mulheres com duas cores totalmente distintas é algo completamente diferente. Mulheres exageram.
Causa-me estranheza também a capacidade de permanecer imóvel por tanto tempo. Como se fossem estátuas, lambuzadas por cremes e bronzeadores brilhosos. Acredito que durmam. Mas, como pode dormir no verão sem ventilador?
Já vi uma mulher lendo na praia. Era um livro. Legal, gosto do estilo intelectual e tal. Mas, ela não me parecia preocupada com a pré temporada do seu time, ou com o desempenho físico da equipe que sempre decaía no segundo tempo. Estava alheia a isso, lendo um livro qualquer, desses escritores que não escrevem em blog, e falam sobre coisas que eu não entendo, como Paulo Coelho. Sequer folheiam a Zero Hora para discordar do Wianey Carlet. Acho que mulheres não compram jornais. Preferem revistas. É uma impressão que tenho.
Lembro que uma vez fui com o Roger a praia. Sentamos na areia depois de voltar da água. Com uma simplicidade ímpar, falou uma verdade inconteste:
- Tchê, é uma viagem esse negócio de tomar banho de mar, né? A onda vem e a gente pula. A outra vem e nós mergulhamos. Ajeitamos o cabelo e viramos de costa pra terceira onda. Depois, na outra, pegamos um jacarezinho, voltamos pra beira. Daí, vamos em direção ao fundo do mar e começamos a fazer tudo de novo. E passamos horas assim. Que viagem!
Esses dias fui a praia. Fiquei a sombra, é claro, longe da água. Fiquei pensando como é bom ficar em casa, sentado na frente da TV, com um ventilador no máximo. Acho que prefiro o barulho do ar soprado pelo ventilador que gira de um lado pro outro do que o som das ondas do mar que vem e depois vão.
Me perdi na coesão! O que importa é a coerência.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

tipos de mulheres

O Roger tinha uma sina. Pelo seu destino encontrou muitas, mas muitas mesmo, que se auto denominavam diferentes das outras:
- Eu sou diferente das outras. - diziam convictas.
Também encontrou várias que nunca fizeram isso:
- Ah, não sei se devo. Eu nunca fiz isso.
Tinha um outro tipo de mulher. As recém separadas:
- Olha, até tenho vontade, até estou afim. Mas, me separei há pouco tempo... Sabe como é, né?
Era impressionante essa atração. Mulheres complicadas, enroladas, e ouso criar uma palavra para definí-las: fazidas!
Mas, também houve exceções, mulheres decididas e objetivas. Daquelas que causam receio, medo até. Costuma contar de uma menina que fora encontrar na sua cidade. Hospedou-se num hotel e ligou:
- Quarto 405. Te espero!
Já se conheciam e tal, mas ela fora objetiva, direta. Não se viam há algum tempo já, nunca haviam transado. Haviam perdido contato. O procurou no Orkut e nada. Tentou pelas ferramentas de busca pela internet e viu o nome dele numa lista de aprovação de um concurso público, na sua cidade. Ligou para o órgão público contratante. Mas, ele não havia assumido o cargo. Não deixando-se desistir, a moça contou toda a história para a funcionária, disse que não se viam há tempos e que precisava reencontrá-lo urgentemente. Compadecida diante dos argumentos, a telefonista mexeu nos arquivos e encontrou a ficha de inscrição do candidato Roger. Lá constava um telefone. O residencial já não existia mais. Restava o celular:
- Oi. Preciso falar com o Roger.
- Esse telefone não é mais dele. Mas, ele está por aqui, vou passar pra ele. - disse quem atendeu o telefone celular da empresa. - Roger, pra ti. Uma moça...
- Alô!
- Oi. Advinha quem é? - perguntou com aquele sotaque indefectível das Portoalegrenses.
- Não acredito! Quanto tempo!!
Por que todas as mulheres não são assim? Na outra semana encontraram-se. Um final de semana passeando. No domingo ela foi embora. Casou. Sumiu outra vez. Mas, foi objetiva, o procurou, viajou horas para vê-lo. Era uma mulher fantástica, linda, inteligente, bem sucedida. E sexualmente perfeita.
- Parecia ter duas línguas - contava ele. - Duas línguas!!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

a mulher do jogador

Algumas mulheres ganham mais destaque em nossas lembranças pelo contexto da história do que pela foda em si. Mulheres casadas, por exemplo, tem o diferencial do proibido, que dizem ser mais gostoso. Particularmente, acho que depende da casada, ou melhor, da mansidão do corno. Outras mulheres, destacam-se pelo status. Vejamos o caso do Jesus-alguma-coisa, que pegou a Madonna. Ela não é mais a mesma, embora ainda não dê pra se jogar fora.
Mas, não vejo mulher com mais status do que ela, embora fora uma atriz apenas esforçada. Pegar prima é mais bem comum do que pegar pop star, mas tem seu valor. Professoras também mexem como a nossa imaginação. Tanto quanto enfermeiras e aeromoças. Dias atrás me apaixonei pelas quatro aeromoças no mesmo vôo. Aplausos pra quem já pegou capa de playboy, mesmo antes da fama.
Pois o Roger, já experimentou de todas essas proezas, exceto pegar a Madonna. Talvez porque não seja um Jesus, mas sim um Deus, que representa a todos nós homens.
Toda essa ladainha pra falar da mulher do jogador. Tá bem, o jogador teve um bom momento no Grêmio, longe de ser craque, nada mais do que isso. Depois circulou pelo exterior, voltou ao Brasil e está jogando ainda hoje. Agora, ela, ela era perfeita. Um rosto lindo, loirinha, com um cheiro daqueles que a gente nunca mais esquece. Sua pele macia, gostosa de tocar. Uma bunda redondinha, com marca de biquíni. Os seios, tipo franceses, e não aqueles americanos, grandes e arredondados. Seios tipo franceses, tem um desenho diferente. Mais curvilíneos, macios como um algodão, ao mesmo tempo são durinhos, apontando para o horizonte. Só pelos seios, ela merecia um post, muito mais do que por ser mulher de um ex-volante do Grêmio.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

apenas uma teoria

Mais do que um simples pseudônimo, Roger é uma espécie de teórico/prático desse negócio chamado sexo. Também tem algum domínio sobre a arte do aproach. Deve isso diretamente aos seus vizinhos. Cada um ajudou um pouco, deu uma dica pertinente, deu o exemplo prático de como se faz. Sempre agradeceu ao amigos do bairro onde cresceu.
Tanto que já descobrira algumas “descobertas” de alguns cientistas/pesquisadores muito antes do anúncio oficial. Dias atrás leu-se que as mulheres, por instinto, passam a mão no cabelo quando estão interessadas em algum homem. Ou que mexem-se na cadeira sem parar, ou que colocam o cabelo atrás da orelha para mostrar o rosto.
Já perceberam que sempre são cientistas/pesquisadores da Áustria, Nova Zelândia ou Estados Unidos, e que essas pesquisas pouco servem para alguma coisa? Quem paga o salário desses caras? Pra onde o Roger manda um currículo?
Sim, por que essas descobertas já haviam sido constatadas pelo nosso investigador. Aposta-se que lá em 2014 ou 2015 esses mesmos pesquisadores/cientistas irão, após muitos anos de estudo, descobrir como a mulher demonstra interesse pelo homem quando está sentada, usando um jeans.
Se adentrar ao recinto um homem pelo qual a mulher tenha, instintamente, interesse, ela vai ajeitar a calça, na altura do cócxis, pra esconder o ‘cofrinho’.
É uma teoria. Observem.
Ateh!

um pelotense

Ter nascido em Pelotas foi fator fundamental para justificar o crescimento do pequenino Roger. Os gaúchos, vítimas de piadas sobre sua masculinidade não fazem idéia do que um pelotense sofre com piadas, quase sempre sem graça, sobre sua opção sexual.
Imaginem, uma criança com cinco, seis ou sete anos, a ouvir piadinhas que de forma nenhuma condiziam com sua realidade. Restava amadurecer rapidamente para lidar com tais estórias, até mesmo rir e se divertir. Ou ainda, fazer sua parte e comer todas guriazinhas que conseguisse.
Foi o que fez. A princípio, achava que poderia comer todas as mulheres do mundo. Alguns anos depois, percebeu que seria impossível sequer conhecer todas as mulheres do mundo. Passou a tentar pegar todas as mulheres do Brasil. Mas, um país com dimensões de continente também seria bastante complicado.
Com uns 11 anos, percebera que se comesse todas as gaúchas, que em geral são as mais bonitas, já seria um grande feito, algo digno de medalha honrosa. Porém, aos 13 anos, sem ter comido ninguém, já desesperado, pensava que se comesse uma, umazinha só, tal qual seus vizinhos e amigos de escola, esqueceria essa história de dimensionar fodas em números.
Aos 14, finalmente, glória! glória! Aleluia!, pode provar do sexo, e bom sexo! E voltar com força total na sua tentativa de comer todas as mulheres possíveis, enquanto os outros continuavam a fazer suas piadas - raramente engraçadas, diga-se de passagem - por aí.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

prazer, roger

Roger é um pseudônimo de todos os homens. Ou melhor, as histórias do Roger são as histórias de todos nós homens. Histórias que vivemos e contamos nos botequins, histórias que compartilhamos nos bares, entre uma cerveja e outra.
Óbvio, Roger é um cara comum. Gosta de mulher, futebol, samba e cerveja. Não necessariamente nessa ordem. E as vezes tudo junto, ao mesmo tempo.
Assim, com o passar do tempo e com a sobra de tempo, o blog servirá de memória escrita e pública de contos verídicos ou não, dos Roger's que circulam por aí.
Ateh!!