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domingo, 11 de abril de 2010

flertes

O que mais senti falta durante o tempo de namoro não foi de sair, transar com mulheres diferentes. Senti falta de flertar. Em alguns lugares chamam de xaveco, em outros de trovar. Questões lingüísticas a parte, o mais interessante é a aproximação. Já vi o Roger usando muito a criatividade, buscando ser original ou diferente dos outros, se é que isso é possível.
Bom era no tempo das cartas, onde dizíamos de forma pensada o que pensávamos. Vivi esse período, troquei algumas cartas. Achava um inconveniente ir até uma agência dos Correios, mas gostava quando o carteiro trazia algo a mim remetido. Nunca troquei e-mails amorosos, pulei essa etapa. Passei direto para a rasgação deslavada no MSN. Também vivi uma fase onde não fazíamos nada. Uma amiga ou amigo fazia o trabalho mais difícil. Restava-nos o atropelamento. Era chegar e pegar. Questões históricas para introdução do assunto, mas me refiro a outro tipo de aproximação. A troca de olhares. Uma dança. Uma cantada. A conquista em si.
É de praxe que em qualquer aproximação ocorra uma apresentação de protocolo, que começa com um cumprimento simples. Pouco tem se usado o piscar de olhos. Depois pergunta-se de onde vem, o que faz. Evita-se perguntar sobre o tempo, e também usar cantadas manjadas. Bom, chega de ladainha e vamos aos causos.
Certa vez, numa festa, flertando sem sucesso, um amigo nosso tenta a aproximação:
- Oi. Qual teu nome?
- Sou surda! - disse a moça virando o rosto.
Olha, não acho que ninguém seja obrigado a ficar com ninguém. Mas, a mulher faz chapinha por meia hora, passa maquiagem nos cílios, em cima dos olhos, embaixo dos olhos, talvez dentro dos olhos, depila em cima, em baixo, virilha, vagina, ânus, passa pós, cremes, hidratantes para mãos, para os pés, para as pernas, talvez para unhas, coloca uma calcinha pequena, uma roupa bonita, jóias e bijuterias e vai numa festa pra se dizer surda ao invés de agir com maturidade e ser simpática com meu amigo! Não é feio, nem deselegante dizer que não está interessada, que não está afim, que está de olho em outro cara, qualquer coisa. Mas dizer-se surda!? Que seja castigada.
Essa não faz parte daquelas que só saem pra dançar. Sim, tem um grupo de mulheres que só saí pra dançar. Gostam de dançar, precisam dançar. Acordam pela manhã de sábado e pensam: Hoje quero dançar muito! O problema desse grupo é achar homens que só saem pra dançar. Eu desconheço. Que graça tem só dançar? Sugiro freqüentar grupos de danças, danças folclóricas, jazz, danças de salão.
Um dia um conhecido disse pra uma menina, escorada no balcão:
- Sabia que tu és a mulher mais bonita da festa?
- Pena que eu não posso dizer o mesmo. - disse ela, olhando de cima a baixo, com arrogância nos lábios.
Perspicaz, ele pensou com a rapidez de um repórter do CQC:
- Então faz que nem eu: mente!
E o outro caso, de um outro amigo meu que, ao abordar a moça, com perguntas padrões, ouviu essa pérola:
- Vocês sempre com esse papinho trouxa! Sempre a mesma coisa. Qual teu nome? O que tu faz? Que saco!
Ele voltou chateado, pro nosso grupo. O que faz uma mulher dessa numa festa? Que sentido tem a vida pra ela? Quantos dias ainda teria de vida, antes de cortar os pulsos? Seria falta de sexo essa falta de educação, essa falta de senso de humor? E não tem TPM que justifique isso. O Roger comprou a briga. Foi a até ela e mostrou, que nós homens temos outras formas de chegar numa mulher:
- Oi! Tu chupas?
- ...
- Tu engole ou cospe? Tu já levastes uma bolada nos queixos? E uma cabeçada no céu da boca? - perguntando em alto e bom som pra delírio dos incrédulos amigos e surpresa da moça.
É meninas complicadas, melhor facilitar as coisas, serem mais gentis, simpáticas e educadas, não custa nada. Afinal, o Roger tem ido em muitas festas por aí.

quinta-feira, 18 de março de 2010

crônica do roger (1)

Vou me arriscar por uma crônica. Uma crônica para tratar de um assunto que tem relação direta com o blog. Li esses dias, no site da globo.com, que a Fernanda do BBB 10 está com vontade de ficar com o Serginho. Ainda sobre o BBB, noutro site, vi que o lutador Dourado está com aprovação de mais de 50% e está muito perto de ganhar o prêmio do programa, estipulado em um milhão e meio de reais, enquanto que os demais dividem o restante da preferência. Ok, ok, crucifiquem-me! Assisto e gosto do BBB.
Bueno, para quem não assiste esse programa, uma das participantes, Fernanda, é uma dentista linda, inteligente, que depois que ficou sabendo estar SOLTEIRA tornou-se uma mulher incrivelmente sexy, inclusive despertando a inveja das outras mulheres confinadas. O Serginho é um... é uma bichona. Você olha para ele e não percebe um homem. Afeminado, parece que nem pau tem. Usa maquiagem, roupas justas e tem o corpo esquelético, sem bíceps, tríceps, sem ombros largos. Uma moça! Uma moçoila que adora falar de sexo, brincar com o sexo. Uma mulher que fica com o ele é quase que uma lésbica. E o Dourado faz o estilo BadBoy, gosta de malhar, mas é um cara articulado, inteligente. É feio, tem uma cara de cavalo, dentes tortos e um cabelo bizarro. E se afasta das reuniões quando o assunto é sexo!
Diante desse cenário, observo as mulheres. Dentro da casa, a carente e abandonada Fernanda, quase cedendo aos encantos (?) do gayzinho. Fora da casa, as mulheres do Brasil varonil encantadas com a masculinidade do gaúcho Dourado. Dois estilos de homens, que atraem as mulheres em situações distintas. De um lado a mulher carente, trancafiada numa casa por meses, traída pelos seus sentimentos, frustrada com seu antigo amor. De outro, as mulheres solteiras e casadas, que vêem no lutador um homem de pegada, chamando-o de "homem de verdade".
Entre eles, o Roger. Que não é um BBB, mas representa todos os outros homens comuns que temos por aí. Não luta, vai à academia para conseguir subir uma escada sem ter um infarto. Tenta jogar um futebolzinho e vez em quando. É contra a violência, não bate em ninguém, até mesmo por que talvez não conseguiria. Tem a sua pegada, mas ela não se revela através dos seus músculos. Tampouco é vaidoso, não usa maquiagem, não faz nenhum estilo, não pertence a nenhuma tribo, muito menos pertenceria aos EMOs. Não é veado, mas adora falar de sexo. Daí o Roger fica por aí, carente a abandonado, por essas mulheres que a cada dia querem uma coisa diferente. Entenderam, agora, o porquê dizemos que as mulheres são complicadas?