quinta-feira, 31 de maio de 2012
segunda-feira, 14 de maio de 2012
fórmulas
Sabe aquela cantora, que procura a fórmula do amor? Ainda tá procurando. Praquela moça, eu diria que ela não vai encontrar, alertaria para mudar o refrão. O amor não ter fórmula. Assim como o sexo não tem fórmula. Só as exatas tem fórmulas. Mas, a vida não é exata, é humana.
Depois dessa bela introdução sociológica, antropológica, filosófica, poética e, ao mesmo tempo, extremamente infame reafirmo que não há regra quando se trata de relacionamentos.
Tem mulheres que gostam de flores, que suspiram com rosas e bromélias, e mulheres q não gostam, pois preferem algo mais útil. São as românticas e as frias materialistas, respectivamente. Tem mulher que gosta de novelas. Outras preferem futebol. Algumas curtem rock, outras qualquer coisa para dançar agarradinho. Tem mulher que se preocupa com a alimentação e tem mulher que come de verdade. Mulher que goza e mulher que finge orgasmo. Brancas, negras, ruivas, mulatas. Cabeludas, descabeladas. Mulheres para todos os gostos. Mulheres de todos os gostos. Mulheres tímidas, ousadas. Por isso que o grande segredo dos relacionamentos, sexuais inclusive, é o diálogo. Ou seja, acabar com os segredinhos entre os dois pombinhos. Talvez o diálogo seja a regra.
Esses dias li na “adorável” revista Veja que o café faz bem. Lá dizia na coluna de saúde que é aconselhável três, eu disse TRÊS xícaras de café por dia. Até ontem, pesquisadores sabichões mal falavam do nosso café de cada dia. Tomei café com culpa por muitos anos. Agora, vou tomar com leite, com chocolate, com canela. Enfim, uma coisa boa que não faz mal. Ao menos até amanhã, quando outros cientistas sabichões dirão ao contrário. Por isso decidi nada mais ler sobre cafés. Agora imaginem que ainda não chegamos a um denominador comum com relação ao simples cafezinho, o que podemos esperar do amor.
Não percamos tempo atrás de fórmulas. O grande segredo é não procurar. Quem procura não acha. E quem não sabe o que procura, quando acha não percebe.
Depois dessa bela introdução sociológica, antropológica, filosófica, poética e, ao mesmo tempo, extremamente infame reafirmo que não há regra quando se trata de relacionamentos.
Tem mulheres que gostam de flores, que suspiram com rosas e bromélias, e mulheres q não gostam, pois preferem algo mais útil. São as românticas e as frias materialistas, respectivamente. Tem mulher que gosta de novelas. Outras preferem futebol. Algumas curtem rock, outras qualquer coisa para dançar agarradinho. Tem mulher que se preocupa com a alimentação e tem mulher que come de verdade. Mulher que goza e mulher que finge orgasmo. Brancas, negras, ruivas, mulatas. Cabeludas, descabeladas. Mulheres para todos os gostos. Mulheres de todos os gostos. Mulheres tímidas, ousadas. Por isso que o grande segredo dos relacionamentos, sexuais inclusive, é o diálogo. Ou seja, acabar com os segredinhos entre os dois pombinhos. Talvez o diálogo seja a regra.
Esses dias li na “adorável” revista Veja que o café faz bem. Lá dizia na coluna de saúde que é aconselhável três, eu disse TRÊS xícaras de café por dia. Até ontem, pesquisadores sabichões mal falavam do nosso café de cada dia. Tomei café com culpa por muitos anos. Agora, vou tomar com leite, com chocolate, com canela. Enfim, uma coisa boa que não faz mal. Ao menos até amanhã, quando outros cientistas sabichões dirão ao contrário. Por isso decidi nada mais ler sobre cafés. Agora imaginem que ainda não chegamos a um denominador comum com relação ao simples cafezinho, o que podemos esperar do amor.
Não percamos tempo atrás de fórmulas. O grande segredo é não procurar. Quem procura não acha. E quem não sabe o que procura, quando acha não percebe.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
um conto de fadas
Um plebeu resolveu que iria se casar com a princesa. Porém, o todo poderoso rei do povoado já havia definido que sua princesa só iria se casar com um homem sem pênis. Isso mesmo, um homem seu pau. E os anos se passavam sem que algum homem com tais predicados pedisse a mão da donzela em casamento, para desespero da princesa carente e alegria contida do rei zeloso.
Pois de tanto desejar a bela princesa, o plebeu fabricou um pano da cor da pele, que prendia do umbigo pra baixo e que escondia o bilau. Testou na frente do espelho, de vários ângulos e diversas luzes, até que ficou impressionado com a sensação, incômoda é bem verdade, de vazio que tinha ao se olhar no espelho sem um órgão sexual. A medicina, já comentei certa vez, tem nome pra tudo e o cunho educativo deste blog esclarece que a falta de órgão sexual é chamada pelos amigos do Doctor House de hipogonadismo. Que estejamos livre desse nadismo!
Foi então que o plebeu preparou um currículo e marcou entrevista junto ao rei. O plebeu era um trabalhador, mas que perto da grandiosidade da coroa era um bosta qualquer. Mesmo assim, o rei o recebeu com toda dignidade no castelo. O plebeu sem cerimônia já foi logo tascando ajoelhado:
- Rei, venho pedir a mão da sua filha, a princesa desse povoado.
O rei a princípio desdenhou do servo, mas disse que já havia apalavrado que sua filha iria se casar com qualquer homem descente do povoado, mas que fosse desprovido de pica. Para sua surpresa, o plebeu disse conhecer a história e disse ter essa anomalia maldita, prontamente oferecendo para amostragem do seu nadismo. O rei consentiu e o plebeu tirou as vestes. O rei fez “oh”, e chamou o assessor de imprensa do reinado, anunciando que a princesa iria se casar.
A princesa estava alegre pois teria companhia, mas triste, pois não teria um pau que tanto queria. Casaram-se numa cerimônia linda e histórica. Na lua de mel, durante a esfregação, a princesa disse que estava muito bom e que estava muito feliz, mas que para felicidade ser completa, lhe faltava algo grande e grosso.
Então o plebeu disse que existia uma poção mágica na drogaria do povoado que poderia fazer crescer um pênis. Empolgada e batendo palminhas em cima e em baixo, a princesa mandou que ele fosse buscar tal poção milagrosa com urgência, pois seu o rei jamais ficaria sabendo sobre a poção. O antigo plebeu saiu correndo, desfez-se da segunda pele que lhe sufocava o pênis e retornou ao castelo. Só então, a princesa carente pode ser desvirginada.
Depois, enquanto repousava no peito do ex plebeu, agora príncipe, ela perguntou quanto havia custado o pote com a poção mágica:
- Uns cinco réis apenas. – disse ele.
E a princesa fazendo beicinho exclamou:
- Só isso!? Então porque não comprou um pote de dez?
* O texto é escancaradamente baseado numa piada do maior artista brasileiro, Chico Anysio.
Pois de tanto desejar a bela princesa, o plebeu fabricou um pano da cor da pele, que prendia do umbigo pra baixo e que escondia o bilau. Testou na frente do espelho, de vários ângulos e diversas luzes, até que ficou impressionado com a sensação, incômoda é bem verdade, de vazio que tinha ao se olhar no espelho sem um órgão sexual. A medicina, já comentei certa vez, tem nome pra tudo e o cunho educativo deste blog esclarece que a falta de órgão sexual é chamada pelos amigos do Doctor House de hipogonadismo. Que estejamos livre desse nadismo!
Foi então que o plebeu preparou um currículo e marcou entrevista junto ao rei. O plebeu era um trabalhador, mas que perto da grandiosidade da coroa era um bosta qualquer. Mesmo assim, o rei o recebeu com toda dignidade no castelo. O plebeu sem cerimônia já foi logo tascando ajoelhado:
- Rei, venho pedir a mão da sua filha, a princesa desse povoado.
O rei a princípio desdenhou do servo, mas disse que já havia apalavrado que sua filha iria se casar com qualquer homem descente do povoado, mas que fosse desprovido de pica. Para sua surpresa, o plebeu disse conhecer a história e disse ter essa anomalia maldita, prontamente oferecendo para amostragem do seu nadismo. O rei consentiu e o plebeu tirou as vestes. O rei fez “oh”, e chamou o assessor de imprensa do reinado, anunciando que a princesa iria se casar.
A princesa estava alegre pois teria companhia, mas triste, pois não teria um pau que tanto queria. Casaram-se numa cerimônia linda e histórica. Na lua de mel, durante a esfregação, a princesa disse que estava muito bom e que estava muito feliz, mas que para felicidade ser completa, lhe faltava algo grande e grosso.
Então o plebeu disse que existia uma poção mágica na drogaria do povoado que poderia fazer crescer um pênis. Empolgada e batendo palminhas em cima e em baixo, a princesa mandou que ele fosse buscar tal poção milagrosa com urgência, pois seu o rei jamais ficaria sabendo sobre a poção. O antigo plebeu saiu correndo, desfez-se da segunda pele que lhe sufocava o pênis e retornou ao castelo. Só então, a princesa carente pode ser desvirginada.
Depois, enquanto repousava no peito do ex plebeu, agora príncipe, ela perguntou quanto havia custado o pote com a poção mágica:
- Uns cinco réis apenas. – disse ele.
E a princesa fazendo beicinho exclamou:
- Só isso!? Então porque não comprou um pote de dez?
* O texto é escancaradamente baseado numa piada do maior artista brasileiro, Chico Anysio.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
quase memórias
Teve uma vez que o Roger conheceu uma guria. Linda, novinha, tinha uns 17, o que perante os seus 25 anos era uma idade um tanto ultrapassada. Era linda de corpo, mas ele não conseguiu me descrever o rosto.
Isto porque fodeu bêbado. Na verdade não estava nada bêbado quando a convidou para subir até o seu apartamento enquanto ele trocava de roupas. O convite era para um chope amigo ao sair do trabalho, mas antes que ele trocasse de roupas abriu uma cerveja filha única que tinha na geladeira e ofereceu à moça para que ela molhasse a palavra. Aproveitou que a cerveja era de litro e tomou uma ducha. Quando voltou, mais apresentável, ofereceu uma cachaça que havia ganho de um amigo na sobra de um churrasco. A cachaça de segunda linha atendia pela alcunha de Fogo Paulista.
E neste parágrafo em que eu deveria descrever a foda, descrevo apenas que eles, na sala mesmo, dançaram um pagode do nível da canha que bebiam e que acordam no outro dia, as sete da manhã. Transaram bêbados a noite toda. Não!, não transaram a noite toda. Permaneceram alcoolizados a noite inteira. Ele acha que transou por dedução. Pela falta de traje e pelo cheiro de sexo, mas não poderia afirmar com convicção. Taí duas coisas que são difíceis de descrever: transar e correr embriagado. Alguém já bebeu demais e saiu correndo? O bebum tem a convicção que se sair correndo consegue atravessar o mundo a passos largos, mas antes de dois minutos perde o fôlego e desiste do feito dando risadas. E o bebem que tenta trepar bêbado acha que serão horas de sexo intenso, mas parcos minutos depois desiste cansado e sem obter prazer algum, com a impressão que jamais conseguiria atingir ao orgasmo.
Então, ao observá-la pela manhã ele me descreveu o rosto da menina. Uma “indiazinha cor de cuia bem bonitinha e magrinha”, mas “com tudo no lugar”, frisou ele. No celular dela haviam onze chamadas de casa. Imaginem uma guria com 17 anos e 11 chamadas não atendidas durante a noite. Caso de polícia. Ela foi embora assim como veio, sem que ele soubesse de onde veio e para onde iria. Não conversaram. Ele não sabe nem o nome da descendente indígena. Ela tampouco. Mas, ao menos sabia onde ele mora. E que tinha péssimo gosto para etílicos.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
putaria escrita (vulgo contos eróticos)
Sempre quis agradecer a pessoa que deixou um encarte com classificados e contos da saudosa revista Ele & Ela, intitulados como Fórum, na rodoviária de Porto Alegre durante as férias escolares de 1989. Foi-me de muita valia conhecer o mundo da putaria através desse “presente” que achei enquanto esperava o ônibus que me levaria de volta pra casa.
Talvez quem deixou sem querer ou esqueceu intencionalmente aqueles contos eróticos não imaginava que um guri de 9 anos encontraria os papéis. Mas, saiba que aquelas histórias mudaram a minha vida.
Durante a viagem, sentado ao lado da janela, não pude folhear tais folhas, o que me deixou com a curiosidade mais aguçada. Não era comum um piá com nove anos ter acesso ao sexo no final dos anos 80. Foi a viagem mais longa da minha vida, embora tenha durado apenas 3 horas.
Talvez as histórias narradas pelo leitores tenham me influenciado, mais até do que a estimada coleção vagalume. Ali realmente tomei gosto pela leitura. Lia e relia, não queria parar de ler. Até que com as folhas amassadas e redobradas decidi que era a minha vez de mudar a vida de alguém. E lembrei de uma vizinha minha, a quem eu tinha prestado certas homenagens manuais.
Imaginei que ela estava cansada daquela vida pacata, onde as maiores aventuras eram as aulas de educação física no colegial. Onde os maiores problemas eram as notas abaixo de 9 que constavam no boletim escolar. Acreditei que ela precisava sair dessa rotina de provas e temas escolares. E dois anos depois estava pé por pé jogando o encarte da revista na janela do quarto da vizinha de vida insossa. Como não pude me aproximar da janela do seu quarto, me debrucei sobre o murou e atirei o chumaço de papel. As folhas voaram e bateram no peitoril da janela e fazendo uma pirueta caíram no pátio. Correi e me escondi nos arbustos. O que fazer?, pensei. Resolvi apertar a campainha, mesmo sem saber se era o certo a fazer, afinal eu só tinha 11 anos.
Foi quando a mãe da menina, vestindo um roupão rosa desbotado abriu a porta. Ela olhou para um lado, olhou para outro e curiosa foi em direção a janela. Agachou-se e pegou o encarte. Leu. Olhou para os lados. E guardou os escritos dentro do roupão, correndo para dentro de casa, com aquele olhar parecido com o que eu devia ter tido há dois anos atrás, na rodoviária de Porto Alegre. Difíceis aqueles tempos sem internet. Missão cumprida. Havia feito alguém feliz.
Talvez quem deixou sem querer ou esqueceu intencionalmente aqueles contos eróticos não imaginava que um guri de 9 anos encontraria os papéis. Mas, saiba que aquelas histórias mudaram a minha vida.
Durante a viagem, sentado ao lado da janela, não pude folhear tais folhas, o que me deixou com a curiosidade mais aguçada. Não era comum um piá com nove anos ter acesso ao sexo no final dos anos 80. Foi a viagem mais longa da minha vida, embora tenha durado apenas 3 horas.
Talvez as histórias narradas pelo leitores tenham me influenciado, mais até do que a estimada coleção vagalume. Ali realmente tomei gosto pela leitura. Lia e relia, não queria parar de ler. Até que com as folhas amassadas e redobradas decidi que era a minha vez de mudar a vida de alguém. E lembrei de uma vizinha minha, a quem eu tinha prestado certas homenagens manuais.
Imaginei que ela estava cansada daquela vida pacata, onde as maiores aventuras eram as aulas de educação física no colegial. Onde os maiores problemas eram as notas abaixo de 9 que constavam no boletim escolar. Acreditei que ela precisava sair dessa rotina de provas e temas escolares. E dois anos depois estava pé por pé jogando o encarte da revista na janela do quarto da vizinha de vida insossa. Como não pude me aproximar da janela do seu quarto, me debrucei sobre o murou e atirei o chumaço de papel. As folhas voaram e bateram no peitoril da janela e fazendo uma pirueta caíram no pátio. Correi e me escondi nos arbustos. O que fazer?, pensei. Resolvi apertar a campainha, mesmo sem saber se era o certo a fazer, afinal eu só tinha 11 anos.
Foi quando a mãe da menina, vestindo um roupão rosa desbotado abriu a porta. Ela olhou para um lado, olhou para outro e curiosa foi em direção a janela. Agachou-se e pegou o encarte. Leu. Olhou para os lados. E guardou os escritos dentro do roupão, correndo para dentro de casa, com aquele olhar parecido com o que eu devia ter tido há dois anos atrás, na rodoviária de Porto Alegre. Difíceis aqueles tempos sem internet. Missão cumprida. Havia feito alguém feliz.
terça-feira, 3 de abril de 2012
textículos
Tudo tem um lado ruim
O marido chegou em casa as três da matina, um tanto trôpego e honestamente embriagado. Acordou a mulher que dormia o sono leve dos desconfiados. - Onde estaria o marido?, pensava ela, justo ele que andava com dificuldades intensas de honrar suas atribuições matrimoniais, ou num linguajar mais chulo, não comparecia, sexualmente falando.
- Querida! – gritou o beberrão, quase que ao acordar os bebezinhos no quarto ao lado. – Tenho duas notícias pra te dar.
Ela grunhiu, tentando fingir um sono profundo, mas demonstrando pouca disposição ao diálogo.
- A primeira é que não sou mais broxa.
Ela abriu os olhos e inclinou o pescoço observando o esposo desequilibrado que tinha dificuldades em desvestir as calças.
- E a segunda é tu fostes traída.
***
O cravo
O cravo deve ter brigado com a Rosa ou com quer que seja quando ela tentou esmagá-lo com as suas unhas. É um direito de qualquer cravo nascer, crescer até secar e morrer no corpo de qualquer homem. Li na constituição dos cravos e espinhas.
Pois dias desses senti um cravo sendo furuncado em minhas costas. Primeiro uma unha, raspando e o fazendo sofrer, quem sabe até sangrar. Depois senti outra unha solidária tentando esmagá-lo, numa demonstração feroz de covardia: duas garras compridas e afiadas apertando com unhas e dentes um pobre cravinho.
Doeu. Doeu muito. Somos sensíveis a dor.
Do pseudo cravo levantou um naco. Na verdade uma casquinha, que parecia um casco. O cravo pulsava. Foi quando a dona da unha foi observar o último suspiro do cravo esmagado:
- Ops! Não era um cravo. Era um sinal.
Quem tem namorada com garras não precisa marcar hora com dermatologista para arrancar um sinal.
O marido chegou em casa as três da matina, um tanto trôpego e honestamente embriagado. Acordou a mulher que dormia o sono leve dos desconfiados. - Onde estaria o marido?, pensava ela, justo ele que andava com dificuldades intensas de honrar suas atribuições matrimoniais, ou num linguajar mais chulo, não comparecia, sexualmente falando.
- Querida! – gritou o beberrão, quase que ao acordar os bebezinhos no quarto ao lado. – Tenho duas notícias pra te dar.
Ela grunhiu, tentando fingir um sono profundo, mas demonstrando pouca disposição ao diálogo.
- A primeira é que não sou mais broxa.
Ela abriu os olhos e inclinou o pescoço observando o esposo desequilibrado que tinha dificuldades em desvestir as calças.
- E a segunda é tu fostes traída.
***
O cravo
O cravo deve ter brigado com a Rosa ou com quer que seja quando ela tentou esmagá-lo com as suas unhas. É um direito de qualquer cravo nascer, crescer até secar e morrer no corpo de qualquer homem. Li na constituição dos cravos e espinhas.
Pois dias desses senti um cravo sendo furuncado em minhas costas. Primeiro uma unha, raspando e o fazendo sofrer, quem sabe até sangrar. Depois senti outra unha solidária tentando esmagá-lo, numa demonstração feroz de covardia: duas garras compridas e afiadas apertando com unhas e dentes um pobre cravinho.
Doeu. Doeu muito. Somos sensíveis a dor.
Do pseudo cravo levantou um naco. Na verdade uma casquinha, que parecia um casco. O cravo pulsava. Foi quando a dona da unha foi observar o último suspiro do cravo esmagado:
- Ops! Não era um cravo. Era um sinal.
Quem tem namorada com garras não precisa marcar hora com dermatologista para arrancar um sinal.
quarta-feira, 28 de março de 2012
brincadeiras sexuais
Brinquedos e brincadeiras sexuais são bem interessantes. Muitas vezes fazem bem ao relacionamento. Uma fantasia erótica aqui, outra acolá. Dados eróticos são bons presentes. Aqueles, com posições sexuais em um dado, e com local noutro. Não que eu ache que isso vá ajudar num relacionamento. Analisando friamente, não imagino que imagens desenhadas em cubos sejam uma boa idéia para uma transa. Imaginemos um casal comum, com uns quinze anos de relacionamento, atirando dados sobre o edredon para decidir quais suas vontades sexuais. Porra, se o cara não tem criatividade para trepar, vai ter apetite sexual depois que dois cubos forem jogados? Porém, é bastante conveniente tê-los em casa. É como um espremedor de laranja: de vez em quando nós podemos usar.
Vou poupá-los de histórias verídicas, com personagens. Vou contar uma história sem personagens. Uma idéia, que bem desenvolvida, pode desencadear um estreitamento de laços. Para solteiros. Ou não, sabe-se lá.
Essa curtição, esse troca-troca já começa, inocentemente, nas brincadeiras de crianças. Essa necessidade de experimentar todas ou todos começa nas festas dos jovens com dança da vassoura (espero que todos saibam do que estou falando). Mesmo assim, explico que a brincadeira do século passado consiste na dança de casais interrompida a todo o momento por um ou uma desacompanhada portando uma singela vassoura. A vassoura passa de mão em mão, assim como os pares.
Ocorre que crescemos e acabamos cedendo as regras da sociedade. Essa história de troca permanece apenas com os casais swingers. Aqui, apresento para quem ainda não conhece, alternativas menos piegas do que a dança da vassoura. Trata-se do ursinho e dos artistas.
O ursinho é a brincadeira inocente, que deve ser utilizada para “quebrar o gelo”. Muito utilizada em ônibus escolares, reuniões de amigos de escola, consiste na passagem do ursinho de pelúcia por todos os integrantes da brincadeira. Cada integrante escolhe um local para dar um beijo no urso. Rosto, bochechas, orelhas, nuca, braços, mãos, pernas e qualquer outra parte que o participante escolher. É importante só o proponente saiba do funcionamento da brincadeira. Depois de escolhidos os locais, cada um tem que dar um beijo no local escolhido, só que nos participantes do sexo oposto.
Já os artistas é uma brincadeira que já começa a formar os casais. Os homens, em sigilo, escolhem os atores que vão representar na brincadeira. As mulheres, em sigilos, escolhem as atrizes. Alguém organiza a sacanagem, "casando" os artistas conforme gostos pessoais. Somente depois de formados os pares de artistas, os “atores” são revelados. Assim, o destino se encarrega de formar pares para fazer o que bem entenderem. A brincadeira dos artistas aceita novas rodadas com variações a gostos dos participantes.
Vou poupá-los de histórias verídicas, com personagens. Vou contar uma história sem personagens. Uma idéia, que bem desenvolvida, pode desencadear um estreitamento de laços. Para solteiros. Ou não, sabe-se lá.
Essa curtição, esse troca-troca já começa, inocentemente, nas brincadeiras de crianças. Essa necessidade de experimentar todas ou todos começa nas festas dos jovens com dança da vassoura (espero que todos saibam do que estou falando). Mesmo assim, explico que a brincadeira do século passado consiste na dança de casais interrompida a todo o momento por um ou uma desacompanhada portando uma singela vassoura. A vassoura passa de mão em mão, assim como os pares.
Ocorre que crescemos e acabamos cedendo as regras da sociedade. Essa história de troca permanece apenas com os casais swingers. Aqui, apresento para quem ainda não conhece, alternativas menos piegas do que a dança da vassoura. Trata-se do ursinho e dos artistas.
O ursinho é a brincadeira inocente, que deve ser utilizada para “quebrar o gelo”. Muito utilizada em ônibus escolares, reuniões de amigos de escola, consiste na passagem do ursinho de pelúcia por todos os integrantes da brincadeira. Cada integrante escolhe um local para dar um beijo no urso. Rosto, bochechas, orelhas, nuca, braços, mãos, pernas e qualquer outra parte que o participante escolher. É importante só o proponente saiba do funcionamento da brincadeira. Depois de escolhidos os locais, cada um tem que dar um beijo no local escolhido, só que nos participantes do sexo oposto.
Já os artistas é uma brincadeira que já começa a formar os casais. Os homens, em sigilo, escolhem os atores que vão representar na brincadeira. As mulheres, em sigilos, escolhem as atrizes. Alguém organiza a sacanagem, "casando" os artistas conforme gostos pessoais. Somente depois de formados os pares de artistas, os “atores” são revelados. Assim, o destino se encarrega de formar pares para fazer o que bem entenderem. A brincadeira dos artistas aceita novas rodadas com variações a gostos dos participantes.
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