segunda-feira, 4 de abril de 2011

uma forcinha

- Oi. Pode coçar minhas costas? - disse ele já ladeando o corpo.
- Como?
- Com tuas unhas... - agora já levantava a camiseta.
- Aqui?!
- Não, bem no meio das costas, em cima...
- Não, aqui na festa não. - negou a moça.
- Mas, tá coçando muito. - suplicou.
- Nem te conheço. Como vou coçar tuas costas.
- Ah, desculpe. Meu nome é Roger. Trabalho e moro aqui na praia. Acho que já atendi você.
- Você não me é estranho!
- Sim, esses dias você deixou cair seu celular no chão e eu juntei o aparelho e a bateria e montei pra você. Agora tu me deves uma forcinha.
- Ah, claro! Lembrei.
- Você usava uma vestido florido. Estava linda!
- Isso, obrigada.
- Solteira?
- Sim, e tu?
- Totalmente solteiro carente. Sabe como é, morar em praia no inverno deixa a gente assim.
- (risos)
- Fazia bastante tempo que não te via nesta festa...
- Estava de férias, viajando. - explicou a moça com unhas afiadas.
- Legal. Fez falta aqui.
- Por quê?
- Sua beleza... Quando a festa fica chata, basta olhar para você.
- Nossa! Obrigada. De novo.
- Sério. Sempre quis te conhecer.
- Por causa das minhas unhas?
- Também.
- Você não imagina do que elas são capazes.
Então, Roger grudou um beijo. Beijaço! E ela cravou as unhas em suas costas. Passava as unhas de cima para baixo, de baixo para cima. Oito dedos arranhando as costas do rapaz. Deixando marcas. Aliviado e satisfeito, agradeceu e foi embora. Decidiu que estava na hora de parar de roer suas unhas.

2 comentários:

  1. Eu sempre caio em gargalhadas quando leio os contos do roger.. pior que sempre é a na hora de dormir.. agora fiquei sem sono.. heheh!

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