domingo, 2 de janeiro de 2011

rego gozado

Esses dias, Roger, nosso anti-herói imaginário, foi curtir uma festa numa cidade do interior. Ele próprio morava no interior, mas essa cidade era mais próxima da capital, o que significa um interior mais desenvolvido, onde as coisas acontecem antes. A mulherada, por exemplo, era ativa, tomava a iniciativa, chegava junto, diferentemente da sua realidade conservadora, onde o homem convida a donzela para dançar.
Lá, nessa cidade do interior, num pub, conheceu uma baixinha. Pequenina, de metro e pouco. Conversaram, mas ela logo tratou de deixar claro suas não intenções:
- Olha. Quero ficar contigo, mas não aqui dentro, pois terminei um relacionamento há pouco, e todos que estão aqui são conhecidos...
- Tudo bem, ficamos conversando e ficamos lá fora.
- Pode ser. - disse ela - Mas, já vou logo te avisando que não sou como essas gurias daqui, que ficam e transam no mesmo dia.
- Não, nem pensei uma coisa dessas. - desconversou, um tanto decepcionado. Na verdade, queria sexo, óbvio, todo homem quer sexo. Nenhum homem sai para dançar. Sem ilusões sobre isso. Ainda mais num pub. Nenhum homem sai para ouvir uma banda tocar, exceto um Rolling Stones. Ainda assim, encontrar uma gata num mega show faz parte dos nossos pensamentos nada secretos. No entanto, sabia da sua realidade, onde para arrastar uma mulher ao sexo casual, teria de resenhar uma bíblia.
Saíram do pub. Roger tomou o sentido do seu hotel:
- Onde você vai? - perguntou a nanica nativa.
- Vou te levar até o carro.
- Meu carro tá pro outro lado. Mas já te aviso: não vai achando que vai rolar sexo porque não vai.
- Tudo bem... Sem problemas.
- Não! Digo isso porque essas gurias de hoje em dia ficam com um cara que acabaram de conhecer e fazem sexo. Isso é coisa de puta, isso é coisa de vagabunda.
- Não concordo com isso, mas só vou te levar até o carro.
Chegando no carro, ela resolveu levar o turista até o hotel:
- Entra aí no carro. - disse a desprovida de altura. - Vou te levar até o teu hotel, mas já te deixo claro que é só isso. Não vai rolar sexo, pois isso é coisa de puta, coisa de vagabunda, não acha?
- Não acho. Mas, aceito sua carona. Já tá tarde e estou cansado.
Na frente do hotel, a moça desligou o carro e logo trataram de usar as mãos para se conhecerem melhor. Até que ela, indignada com uns rapazes que trocavam um pneu do outro lado da rua, reclamou da falta de privacidade. Foi quando Roger começou a duvidar da seriedade de pequena:
- Então vamos dar uma volta. Procurar um lugar mais sossegado, uma rua mais escura.
- Vamos. Mas, não vai achando que vai rolar sexo na rua escura. Não sou dessas. Isso é coisa de puta, coisa de vagabunda.
Andaram pela cidade. Ela apresentou os pontos turísticos, as casas noturnas, e encontrou uma rua numa ribanceira. Estacionou embaixo de um poste de iluminação que estava com a lâmpada queimada. Viva a incapacidade do poder público!, vibrou Roger. O reconhecimento corporal continuou. E quando a moça estava com a mão ocupada, prestes a ocupar a boca, olhou para o Roger e perguntou:
- Isso é coisa de puta, né? Coisa de vagabunda?
- É! Isso é coisa de mulher ousada e objetiva. E dentro do carro funciona como se fosse dentro de quatro paredes. Aqui tens que ser uma puta e uma vagabunda!
- Eu sabia. Mas, não quero te dar aqui dentro do carro. - reconheceu a, agora, puta e vagabunda de um metro e cinqüenta.
- Então vamos num motel.
Foram. Mas, não encontraram. Ela tinha certeza que era na rodovia. Mas, não lembrava para qual lado. Foram em direção a capital mas não encontram. Então, foram no sentido oposto. Encontraram um outro, mas estava lotado. O tempo passava. O cansaço aumentava. O sol estava por brilhar em poucos minutos.
- Vamos dentro do carro mesmo. Entra numa estrada qualquer. - suplicou ele.
- Não queria dentro do carro.
- Mas, não temos opções.
- Dentro do carro é coisa de puta, é coisa de vagabunda.
- Hoje tu és minha puta, minha vagabunda!
Acharam a estrada, ela parou o carro. Tiraram a roupa. Tinham pouco tempo. Ele pôs o banco mais para trás. Ela saiu do banco do motorista e montou no colo dele no banco do carona. Transaram. E ela trepava como uma puta, como uma vagabunda. Gozaram. Gozaram e em pouco tempo dormiram. Ele com o rosto virado para janela. Ela com a cabeça do ombro dele. Como se fossem um só, românticos. Mas, isso não seria coisa de puta, de vagabunda.
Roger acordou com uma sensação estranha. Um líquido escorria pela virilha esquerda. Abriu os olhos e sentiu outro pingo descendo pela virilha direita. Acordou a moça, que babava em seu ombro. Já estava amanhecendo. E o esperma já havia descido virilha abaixo. Essa foi a primeira vez que um homem gozou no seu próprio rabo.

Um comentário:

  1. Ei,Roger tem algum problema com pessoas desprovidas de altura é??
    Só se for agora kkkkkkkkkkkkk

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